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Heroínas da Manutenção: Adriana Lacerda da Azul Linhas Aéreas

Conheça a trajetória de Adriana Lacerda, Gerente Geral das Operações de Manutenção de Linha da Azul Linhas Aéreas Brasileiras.

Nascida na capital do Rio de Janeiro, Adriana passou toda sua infância no bairro do Leblon e sempre teve interesse nos esportes. Durante a vida escolar, a carioca estudou em um colégio irlandês. “As minhas aulas eram em português, mas o inglês sempre foi muito forte lá dentro, isso me deu uma fluência desde cedo e me ajudou a abrir portas. No colégio eu sempre gostei mais das ciências exatas, então a matemática, física, química, geometria me atraíam mais do que as matérias de humanas”, comenta Adriana.

Quando precisou escolher uma área em que se identificava para fazer o ensino superior, Adriana optou pela Engenharia de Produção, na Puc-Rio. Na época suas aulas eram de manhã e à tarde, então não havia tempo para fazer estágio, que era seu maior sonho. O interesse posterior na graduação em Administração veio por ter uma grade curricular semelhante à Engenharia de Produção e, que poderia ser concluída em pouco tempo devido à equivalência de matérias, além de oferecerem aulas noturnas.

Eu sabia que estava no caminho certo, pois gostava das aulas e poderia começar a trabalhar rapidamente.

O início da trajetória profissional

Adriana conta que em seu primeiro período de Administração, participou de diversas entrevistas para conseguir um estágio e que durante uma dinâmica de grupo, passou por uma situação engraçada e inusitada. A dinâmica consistia em quem sabia brincar de ‘Escravos de Jó’. Ela menciona que na época não conhecia a brincadeira e ficou surpresa quando a menina que levantou a mão e participou da dinâmica, acabou sendo a selecionada para o estágio.

Tempos depois, ao participar de outra dinâmica de grupo e já conhecendo a brincadeira, ela percebe que se encontra na mesma situação. Novamente um recrutador pergunta quem sabe brincar de ‘Escravos de Jó’. Adriana é a primeira a levantar a mão. Ao final, ela recebe a notícia de que foi selecionada para a vaga. Finalmente seu primeiro estágio. “Em uma concorrência onde as experiências e habilidades são similares, aprender uma forma de se destacar é fundamental”, afirma.

Adriana passou por empresas de telefonia, de óleo e gás, onde trabalhou com gestão de projetos, análises de viabilidade financeiras e logística, para depois entrar no mundo da aviação. Nesta área, seu trabalho era relacionado a abastecimento de aeronaves dentro dos aeroportos, incluindo todas as complexidades que a gestão destes processos apresentam.

Depois de algum tempo, apareceu a oportunidade de trabalhar na Avianca Brasil, empresa aérea em que ficou cinco anos, dois deles, na área de projetos e aumento de eficiência e três na Manutenção de Aeronaves.

Adriana conta que haviam inúmeras reuniões ligadas a melhoria de processos, porém quando eram com o pessoal da Manutenção, as conversas mudavam de tom. Muitas siglas, informações, tomadas de decisões que impactavam na empresa inteira e isso gerou grande admiração por parte dela.

Eu queria entender de tudo, o que eles falavam, as peças com nomes difíceis que mencionavam e que na minha cabeça ainda não fazia sentido. Então eu ia buscar principalmente sozinha, lendo, em um processo de crescimento mais autodidata.

Foi quando entrou na Manutenção, como Gerente de Processos, Projetos e Controles Financeiros, que começou a entender como esse mundo funcionava. Além do apoio de seus colegas, contou principalmente com o suporte do seu gestor imediato, posterior amigo e mentor para a vida, Carlos Croba. “Ter um líder que se preocupa com seu desenvolvimento é a outra metade do nosso crescimento profissional. Eu tive a sorte de ter excelentes gestores durante a minha carreira, mas quando a sorte não ajudou, eu precisei agir e tomar difíceis decisões”, reforça Adriana.

A busca sempre por excelência

Para Adriana, seus desafios na profissão eram em relação a informações que precisava adquirir para que suas análises fossem completas e afirma que suas conquistas nunca vieram de forma fácil. Ela enfatiza que tudo que você faz, precisa ser de maneira inteira e não rasa. Ao comentar sobre orientações às suas equipes, a gerente conta que a excelência, conhecimento e investigação andam sempre de mãos dadas.

Atualmente na Azul, a gerente é responsável pelas operações de manutenção de linha, onde coordena equipes que realizam o planejamento das tarefas de manutenção preventiva e corretiva, gestão de equipamentos de solo, eficiência operacional e a manutenção de linha, composta em sua maioria por mecânicos. “Minha rotina pré pandemia era, além de ir para o escritório resolver questões mais relacionadas à estratégia, pessoas, melhorias e processos, fazer visitas às bases e conversar com as equipes para entender como podemos ajudá-los nas dificuldades do dia a dia”.

Adriana conta que a Manutenção de Linha é dividida basicamente em dois segmentos principais, a equipe de mecânicos que cuida do trânsito, que são os intervalos entre pousos e decolagens nos aeroportos onde a Azul opera. No curto espaço de tempo em que estão em solo, há uma ação de manutenção. E a outra equipe que fica no pernoite, quando as aeronaves ficam mais tempo em solo, sem voos programados nas próximas horas, onde são realizadas tarefas do programa de manutenção. Hoje sua rotina é no home office, por conta da pandemia. Acorda antes das 7h e por volta das 8h já começa a trabalhar. As reuniões vão acontecendo durante o dia, sem horário fixo para acabar. Como sua cabeça funciona melhor durante o dia, guarda os períodos de fim de tarde e noite para fazer alguns exercícios e caminhadas. Ao ser perguntada sobre um conselho que daria para as futuras gerações que entrariam na profissão, Adriana explica que o primeiro passo é se identificar com a Manutenção, seja gostando das atividades que são executadas ali, seja tendo habilidades que possam enriquecer essa área. Ter afinidade e disposição para estudar muito são fundamentais. “Final de semana é sempre com família e amigos”. Adriana conta que gosta muito de viajar, fazer trilha e encontrar os amigos, apesar de hoje não poder por conta da pandemia. Além de ter uma paixão pela culinária, ela também é amante de séries e filmes. Nós da Tractian valorizamos e admiramos o esforço de todos os profissionais de manutenção e parabenizamos a trajetória da Adriana. Temos muito orgulho dessas profissionais que quebram barreiras e sempre mostram que lugar de mulher é onde ela quiser! No quadro “Heroínas da Manutenção”, já foram entrevistadas profissionais da Yara, Suzano, Vale e outras grandes marcas. Acesse nosso blog para se inspirar com outras trajetórias.

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Sobre o Autor:

Tamires Zinetti

Jornalista, pós graduanda em Marketing e Mídias Digitais pela FGV, especialista em produção de conteúdos voltados para a Indústria e áreas de Manutenção na TRACTIAN, responsável por ajudar equipes em processos inovadores.

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