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Heroínas da Manutenção: Paula Castro

Mais uma história incrível de uma heroína na área da manutenção sendo compartilhada em nosso blog! Conheça a trajetória ascendente e as dificuldades superadas por Paula Castro, que hoje é líder de equipe no processo de inspeção de vulcanização na Vale. Ela já passou por áreas de inspeção e manutenção portuária e também manutenção hidráulica e já coordenou um total de cerca de sessenta pessoas.

Trajetória até se tornar líder

Paula nasceu em São Luís, no Maranhão, passando sua infância lá. Ela conta que, quando era mais nova, tinha um certo preconceito com trabalhos de manutenção: “Eu tinha aquela ideia de que trabalho com graxa era uma coisa suja rs.” Depois que teve contato com a mecânica industrial no ensino técnico, sua visão se tornou mais ampla e descobriu o quanto gosta dessa área.

Ela vem de uma família humilde e sempre teve o sonho de trabalhar na Vale, pois é uma referência na sua região e oferece vários benefícios aos colaboradores. Durante o ensino técnico, encontrou um estágio na Vale de engenharia mecânica. Ela entrou no processo seletivo para a vaga aos 18 anos, passando oito meses aprendendo sobre a área.Paula castro Com Uniforme de Trabalho

Como era muito nova nessa época, comenta sobre como foi a experiência de encontrar tantas pessoas experientes no mesmo processo seletivo que ela:

Passar pelo processo de trainee foi muito enriquecedor porque conheci pessoas de todos os lugares do Brasil. Mas não queria ser só mais uma lá, e acho que me destaquei durante as dinâmicas em grupo.

Após esse período de treinamento, Paula começou a trabalhar com a mão na massa aos 19 anos na área de manutenção portuária. Ela ficava responsável pela inspeção mecânica e sensitiva dos ativos. Os equipamentos incluíam empilhadeiras e eram usados para o estoque de minérios. No mesmo grupo em que trabalhava, estavam mais três garotas disputando pela vaga efetiva.

Na mesma época em que estava atuando como trainee, um supervisor que a ensinou muito sobre como ter uma postura profissional e também conhecimentos técnicos faleceu. “O sentimento foi o de perder um amigo próximo. Ele era um mentor maravilhoso e a forma abrupta como aconteceu nos deixou em choque. Fomos apoiando uns aos outros na equipe para superar a perda.”

Ao fim de um ano como trainee, foi indicada para ser efetivada e permaneceu na área de inspeção mecânica por um total de quatro anos. Haviam somente homens nessa área de inspeção, e ela conta que suas decisões para a equipe eram sempre questionadas. Aos poucos, porém, foi conquistando a confiança de todos.

Depois da área de inspeção, ela passou três anos na área inspeção hidráulica. Ela desabafa que, como mulher, era vista equivocadamente como mão de obra menos eficaz, e sempre teve que entregar um pouco além do necessário para provar sua competência tanto técnica quanto na parte de gestão.

Rotina de heroína não é fácil

Dentre os desafios da rotina de trabalho, a Paula já ficou responsável por turno noturnos, trabalhando das 23h até 7h da manhã e chegando somente às 9h da manhã em casa.

O maior desafio que já enfrentou foi aos 26 anos, quando precisou liderar a equipe da hidráulica, formada majoritariamente por pessoas mais velhas que ela e todos homens.

Eu sentia a resistência e o incômodo de alguns deles ao serem questionados por mim. Felizmente, tive colegas que me apoiaram e também um supervisor que me defendia e era firme na posição dele de que meu trabalho era bom.

Atualmente, ela coordena cerca de oitenta pessoas na equipe de vulcanização da Vale. Ela adora essa área que envolve muitos conhecimentos técnicos e precisa lidar com a troca de correias transportadoras e manutenção de revestimento de tambores. “Me sinto muito empolgada com temas de gestão, inovação e produtividade!” 

Comunicação no Ambiente de Trabalho

Entre seus conselhos, ela recomenda que supervisores de manutenção sigam uma rotina de monitorar os indicadores e também criem uma atmosfera de pertencimento na equipe. Por exemplo, dentro dos pilares do FMDS (Floor Management Development System) ela delega atividades únicas para cada membro da equipe para que se vejam como fundamentais e importantes dentro da empresa.

As pausas para recuperar energia

Mesmo as líderes precisam de descanso para poder trabalhar com alta eficiência no dia a dia. A nossa heroína ama lanchar com os amigos em cafeterias, ir à praia, viajar nas férias e participar de ações sociais com o grupo da sua igreja às segundas-feiras!

A Vale tem investido mais na formação e contratação de mulheres, uma iniciativa que tanto a Paula quanto nós da Tractian comemoramos muito. Se você é gerente ou líder na área de manutenção, quais iniciativas você poderia tomar para dar mais suporte ao desenvolvimento de talentos femininos na equipe?