IoT na industria 4.0, quais os primeiros passos

Além de conseguirem trocar informações e dados, todos os ativos que são conectados por meio da internet são capazes de obedecer comandos e executar tarefas de modo inteligente por meio de sistemas computacionais. Sob aspecto industrial, a IoT expande a evolução das informações para a cadeia produtiva inteira, sendo responsável pela integração de todos os dispositivos dentro e externo à planta. 

É muito comum indústrias possuírem milhares de eventos disparados pelo sistema de automação da planta. Sejam informações de alarmes, intervenções, mudança de estados, tudo fica registrado. A quantidade de eventos é tão grande que se torna impossível realizar uma análise completa sem ser por softwares especializados, que conectam-se ao sistema de controle e conseguem extrair todas as informações dos milhares de dados gerados diariamente. Esse grande número de dados brutos são minerados e transformados em insights valiosos sobre as condições da planta industrial.

O BNDES afirma que no Brasil, até 2025, a adoção dessa tecnologia deve movimentar até US$ 45 bilhões na indústria. Essa abordagem que se baseia na conectividade e monitoramentos de dados e ativos reduz as ineficiências referentes às tarefas agendadas e repetitivas, reduz o tempo de inatividade não planejado, melhora a logística e o suporte de campo, reduzindo simultaneamente o desperdício.

As três frentes para a implementação da IoT

Para aproveitar o máximo das vantagens da Internet das Coisas, as indústrias precisam se destacar em basicamente três frentes de tecnologia. Descubra quais são:

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1. Computação orientada por sensor

Os Sensores são capazes de dar aos ativos o poder de percepção ao produzir uma resposta mensurável a mudanças em condições físicas, tais como temperatura, pressão, velocidade e diversos outros parâmetros. Muitos modelos de complexidade variada podem ser construídos baseados na necessidade da aplicação e características dos dispositivos.

As redes de sensores têm o potencial de prover a interface entre o mundo físico e a Internet, o que serve de base para alcançar o cenário desejado da IoT. Em outras palavras, acabam funcionando como “band-aids” industriais, permitindo a detecção de anomalias de maneira muito mais eficaz e antecipada. 

2. Industrial Analytics

Os dados produzidos por meio dos sensores precisam passar por tratamento de modo a extrair todo o seu potencial, para que sejam base de decisões assertivas a serem tomadas, entre elas, a manutenção preditiva de equipamentos.

O analytics monitora a saúde dos equipamentos para interpretar os indícios de falha antes mesmo que ela ocorra, aparelhos modernos de medição conseguem dados em tempo real e se comunicam com o poder de interpretação de grandes volumes de dados por algoritmos de Inteligência Artificial. O acompanhamento das atividades dos processos e ativos podem ser realizados de maneira rápida e eficaz, sendo que, caso necessário, garantem paradas preventivas determinadas.

3. Aplicação de máquinas inteligentes

Com o avanço da IIoT, fabricantes não vão mais elaborar e produzir máquinas que contam apenas com funções mecânicas. Será necessário acrescentar o fator inteligência nelas. De um modo a torná-las, por exemplo,  capazes, de gerar relatórios de desempenho em tempo real para softwares de gestão na nuvem.

Cada vez mais máquinas ganham vida desempenhando funções arrojadas, inclusive aquelas que pareciam pertencer apenas ao intelecto humano. Algoritmos complexos ensinam máquinas a trabalharem com velocidade assustadora e as tornam muito mais precisas. 

Por que agora?

Uma tecnologia se torna onipresente apenas com a combinação certa de fatores, e muitas nunca decolam simplesmente porque é muito proibitivo em relação ao valor que assumem. A IoT está acontecendo agora porque vários fatores contribuintes estão disponíveis juntos pela primeira vez:

Baixo custo e disponibilidade

Atualmente, mais de um bilhão de smartphones são vendidos a cada ano em um mercado altamente competitivo, com novos designs introduzidos a cada 12 a 18 meses. Esse crescimento contínuo e a evolução do design reduzem os custos de componentes.

Ao considerar o que as redes sem fio e o suporte a IPV6 se tornaram, fica claro que a infraestrutura necessária para fornecer “inteligência conectada” sobre o mundo ao nosso redor está prontamente disponível.

Agora, os fabricantes podem adicionar pequenos microcontroladores e chips sem fio incorporados a praticamente qualquer objeto físico a baixo custo incremental. Essa computação e conectividade incorporadas acabarão sendo tão comuns quanto um plugue de energia ou uma bateria.

Computação em nuvem de código aberto, big data e ciência de dados

A tecnologia em nuvem continua avançando rapidamente e pode ser mais segura e econômica do que as alternativas baseadas em premissas. Agora é possível reunir, armazenar e analisar quantidades maciças de dados em escala mundial e tomar ações com base em insights que desenvolvemos a partir dessa análise.

Podemos distribuir tarefas de computação horizontal, vertical e geograficamente, centralizadas e próximas a uma máquina física, processo ou qualquer objeto físico, permitindo capacidade praticamente ilimitada e implementação de algoritmos de análise em pontos com maior impacto positivo.

 

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