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Como selecionar os ativos para o monitoramento online?

08/11/2021• Tempo de leitura: 1 min• Atualizado há 27 dias

O monitoramento online de ativos tem sido uma técnica cada vez mais presente no dia a dia das indústrias e uma estratégia assertiva para as equipes de manutenção que buscam aumentar a disponibilidade e confiabilidade das máquinas e equipamentos de uma planta. 

No entanto, uma das dúvidas recorrentes dos gestores de manutenção na hora de implantar um sistema de monitoramento online gira em torno da seleção dos ativos a serem monitorados. O que levar em consideração neste momento? Quais os melhores ativos para monitorar?

Se você tem esse tipo de dúvida, este artigo irá mostrar o passo a passo para que você consiga priorizar quais máquinas e equipamentos monitorar, de acordo com o cenário em que sua empresa está inserida. Boa leitura!

Saiba quais ativos podem ser monitorados

Basicamente, os sensores de monitoramento de condição funcionam em mais de 30 tipos de ativos rotativos, dentre eles compressores, motores elétricos, ventiladores, motobombas, turbinas, mancais e chillers. 

É Interessante observar que o ponto em comum entre os diferentes equipamentos que podem ser monitorados é a existência de comportamentos mecânicos periódicos, cíclicos ou com níveis máximos de vibração definíveis – características essas que possibilitam a identificação das falhas e anomalias com antecedência, evitando riscos e diminuindo custos.

Quais ativos a tractian consegue monitorar?

Os equipamentos que compõem uma planta industrial podem variar muito, dependendo da área de atuação da indústria (alimentícia, automobilística, química, metalúrgica, etc.) ou dos produtos e materiais manipulados. No entanto, apesar das diferenças de aplicações e áreas de atuação, existem máquinas e equipamentos que são encontrados em todas as plantas, sem exceção. Esses equipamentos podem fazer partes de projetos e conjuntos, ou estarem presentes isoladamente em uma planta.

Dentre os exemplos mais comuns estão motores elétricos, ventiladores, bombas e compressores. Apostar nesse tipo de equipamento para monitorar é uma boa estratégia, visto que tais ativos são essenciais para o bom funcionamento da linha de produção.

Avalie o nível de criticidade dos ativos

De nada adianta monitorar um equipamento que tem poucas chances de apresentar falhas ou que, uma vez que venha a ter problemas, não cause grandes impactos na produtividade da planta. Conhecer e entender o nível de criticidade dos ativos é crucial para a definição da sua estratégia de manutenção, pois irá ajudá-lo a priorizar os investimentos e evitar paralisações e consequentes prejuízos. 

Mas como avaliar a criticidade de um ativo? Um método bastante difundido e eficaz é o chamado método ABC, recurso que classifica o grau de importância de um ativo levando em consideração critérios como frequência de falhas, nível de dificuldade para a detecção/diagnóstico de uma falha e seu impacto nas operações gerais dentro de uma indústria. 

Observe, de acordo com a tabela abaixo, os fatores e critérios de avaliação do método ABC:

Critérios de avaliação de criticidade
Matriz de criticidade de ativos. Método ABC, onde MTBF: Mean Time Between Failures, ou Tempo Médio entre falhas e MTTR: Mean Time To Repair, ou Tempo Médio para reparo

A análise ABC, portanto, consegue nos ajudar a identificar quais são os equipamentos cruciais para o funcionamento de uma linha de produção (criticidade A), os que apresentam médio impacto dentro de uma planta (criticidade B) e os que geram pouco ou quase nenhum impacto à produção em caso de falhas (criticidade C). 

Os principais indicadores que determinam o quão crítico é um equipamento giram em torno de questões como segurança e meio-ambiente, qualidade e produtividade e frequência de quebra. No fluxograma abaixo, é possível determinar, a partir destes indicadores, qual será o nível de criticidade de cada ativo da sua planta.

Indicadores de criticidade

Consideremos que em uma planta industrial química, por exemplo, existe um misturador movimentado por um motor elétrico. Se o equipamento trabalha com substâncias de alto risco que, expostas a situações adversas – muita energia mecânica, altas temperaturas, ou mesmo paradas por períodos consideráveis de tempo -, geram riscos de incêndio ou contaminação química (fator de avaliação S na tabela), a conclusão que podemos chegar é que este ativo seria classificado com nível de criticidade A.

Outro exemplo: imagine uma série de motores elétricos de uma esteira transportadora. Se algum deles apresenta algum defeito que impacte na diminuição da produtividade (fator de avaliação E na tabela) e na qualidade do produto final na linha de produção (fator Q na tabela), eles também são considerados como ativos de nível de criticidade A. 

Então, na hora de estabelecer a hierarquia de importância de um ativo, leve em consideração os fatores segurança e meio ambiente, qualidade do produto, condição de operação, condição de entrega, índice de paradas e manutenibilidade. Feito isso, priorize os ativos de criticidade A e B para receberem os sensores de monitoramento online, pois são estes os que terão maior impacto em caso de falhas ou paradas inesperadas.

Pense na observabilidade do sistema 

Em tempos de indústria 4.0, o conceito de observabilidade norteia tudo que envolve um sistema, e isso não é diferente quando falamos de um sistema de ativos em uma planta industrial. As soluções de monitoramento online, que envolvem o uso de sensores e softwares de manutenção, permitem a coleta de dados, métricas, a geração de insights e a predição de potenciais problemas com os ativos. 

Pensar na observabilidade do sistema é, portanto, outra estratégia interessante na hora de escolher quais ativos você irá monitorar na sua planta. Tomando como ponto de partida os três pilares da observabilidade, é possível ter uma visão mais ampla que irá auxiliá-lo na definição da sua árvore de ativos. 

Portanto, leve em consideração que os pilares da observabilidade envolvem logs de eventos, métricas e rastreamento. Trabalhados de forma integrada, tais pilares proporcionam não só a interpretação de incidentes, mas também suas origens. 

Pilares da observabilidade do monitoramento online
Logs de eventos, métricas e rastreamento: os pilares da observabilidade

Como utilizar a observabilidade a seu favor? Refletindo sobre o comportamento de um ativo dentro da planta. Você pode identificar, por exemplo, ativos que, apesar de não possuírem nível de criticidade A, têm um comportamento complexo isoladamente ou mesmo dentro do planejamento da planta industrial como um todo.  Uma vez identificado que um ativo tem papel relevante na observabilidade de processos, é recomendável que este equipamento seja priorizado no plano de monitoramento online. 

Na prática: se o comportamento de um motor de esteira com criticidade C, por exemplo, refletir sobre o ritmo de produção dos materiais que correm pela esteira, é interessante que tal ativo seja monitorado.

Custos e impacto

Analisar os custos que a implantação de um sistema de monitoramento online de ativos terá na sua indústria também é algo crucial para garantir a eficiência técnica e financeira da empresa. É de extrema importância levar esses pontos em consideração para uma boa gestão de ativos industriais

Quando falamos sobre manutenção preditiva dentro do planejamento de manutenção industrial como um todo, é interessante pensar como os custos da implantação de um sistema de monitoramento online de ativos impactarão positivamente no funcionamento da planta. 

Os resultados a médio e longo prazo refletem uma otimização operacional, maior disponibilidade das máquinas e a maximização de resultados operacionais, uma vez que paradas serão evitadas e gastos com manutenção serão diminuídos.

Custo e impacto da manutenção
Gráfico estabelece os custos de reparo em relação ao tempo a partir dos tipos de manutenção

Outro aspecto a ser considerado quando pensamos em custos e impactos no plano de manutenção diz respeito à disponibilidade de certos equipamentos. Por exemplo: uma planta industrial pode contar com um ativo que não apresente um nível de criticidade alto. No entanto, se esta máquina ou equipamento for importado, é interessante avaliar a implantação do monitoramento online neste ativo, uma vez que a manutenção ou substituição do equipamento em caso de quebra/parada pode se tornar um processo longo e custoso.

Seleção dos ativos, finalização e instalação do sistema

Agora que você já sabe o caminho para escolher os melhores ativos para monitorar em uma planta, é hora de selecionar as máquinas e equipamentos que irão receber os sensores. A solução da TRACTIAN, que oferece sensores IoT e software de gestão de manutenção (CMMS – (Computerized Maintenance Management System), é de fácil instalação e leva apenas alguns minutos para começar a operar.

Monitoramento online de ativos

Por contar com uma tecnologia plug & play, o sensor IoT leva até 3 minutos para ser instalado: basta colocá-lo na posição adequada em cada ativo. A conexão é feita por rede móvel (3G/4G) e não exige qualquer infraestrutura de TI para começar a funcionar. 

A partir daí, basta o time de manutenção cadastrar os dados de cada ativo na plataforma online: modelo do ativo, temperatura limite, potência, tempo de parada limite, dados de rolamentos, engrenagens e outros são inseridos para o aprendizado do software. 

Depois disso, a inteligência artificial entra em cena: dados de vibração, temperatura, horímetro e consumo de energia começam a ser coletados e o sensor, depois de captá-los, transmite-os para a plataforma. Através da análise de dados, estatísticas e aprendizado de máquina, é possível avaliar a saúde e comportamento do ativo. 

Com a geração de insights e alertas automáticos, o time de manutenção consegue automatizar ordens de serviço  no tempo certo e monitorar todos os ativos de um único lugar, otimizando o planejamento da rotina de manutenção e evitando as tão indesejadas quebras inesperadas. 

Quer levar a solução da TRACTIAN para sua empresa? Fale conosco e agende uma demonstração. E caso você conheça alguma indústria que possa se beneficiar do nosso produto, indique-a aqui. A cada contrato firmado você ganha uma bonificação. 

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Sobre o autor:

Foto do Autor

João Vitor Granzotti

Cientista de Dados, engenheiro da computação pela USP. É especialista em AI, machine learning, deep learning, intelligent data analysis (analise inteligente de dados), data mining (mineração de dados), data compression (compressão de dados) e manutenção industrial. É Head de Dados e Sócio na TRACTIAN.

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