• Gestão da Manutenção

Gestão de Ativos Industriais: Guia Técnico Completo

Alex Vedan

Atualizado em 23 set. de 2026

6 min.

Em um mercado cada vez mais competitivo, é fundamental pensar na gestão de ativos como ferramenta para melhorar a eficiência técnica e financeira de uma organização. Tanto os ativos tangíveis quanto os intangíveis devem ser levados em consideração neste processo, uma vez que são eles que agregam valor ao negócio como um todo. 

Segundo a ISO 55000, a gestão de ativos industriais compreende o equilíbrio entre custos, riscos, oportunidades e benefícios de desempenho. Em outras palavras, é ela quem auxiliará na tomada de decisões dentro da organização, seja ela estratégica, tática ou mesmo operacional. 

Uma das principais metas de qualquer indústria, no cenário atual, gira em torno de aumentar a produtividade ao mesmo tempo em que reduz custos. Cada redução importa e, por isso, a gestão correta e eficiente de ativos é peça chave nesse processo. Além de descomplicar processos internos, ações estratégicas de gestão evitam paradas na produção e consequentes gastos com manutenção. 

Toda gestão de ativos requer boas práticas que possibilitem tomadas de decisão assertivas em relação aos investimentos aplicados nos processos de controle e no ciclo de vida de um ativo. A gestão de ativos industriais segue a mesma lógica: é através dela que haverá a otimização operacional, o aumento da disponibilidade das máquinas e, consequentemente, a maximização dos resultados operacionais. 

Neste artigo, a Tractian vai mostrar a você a importância de um bom plano de manutenção para o gerenciamento de ativos, bem como o papel que a tecnologia exerce como facilitadora nesse processo.

Por que a gestão de ativos industriais é importante?

Como você já sabe, a missão dos profissionais de manutenção é garantir total disponibilidade dos ativos de uma planta industrial. E isso está diretamente relacionado à maior confiabilidade da linha de produção, independente do ramo de atividade que a sua indústria está inserida. 

Hoje em dia, uma das maiores dificuldades do gestor de manutenção é contar com uma gestão eficiente que não cause problemas tanto para o setor administrativo quanto para o setor de produção. 

Por isso, uma boa gestão de ativos é capaz de analisar riscos, avaliar custos, prevenir problemas causados por falhas, gargalos de produção e trazer melhorias no processo de confiabilidade operacional. 

Com a gestão de ativos é possível, então, analisar todo o ciclo de vida de um equipamento, utilizando entendimento técnico, com fundamentos de engenharia ou até mesmo científicos. Isso tudo é feito através da implantação de ferramentas de gestão de manutenção. 

Por onde começar? Definindo o plano de manutenção

Para uma boa gestão de ativos, é preciso definir bem qual será o plano de manutenção da sua indústria. E qual o objetivo do plano de manutenção? Prevenir a deterioração de desempenho dos ativos em uso, gerenciar os riscos de falhas e garantir a disponibilidade do equipamento.

Nesta etapa, são definidos padrões e especificações de manutenção, como inventário dos ativos, informações sobre desempenho/condições do ativo e os tipos de manutenção a serem adotados.

Um ponto de partida importante é definir o nível de criticidade dos ativos de acordo com as funções que ele desempenha dentro da cadeia produtiva. Assim, é possível ter uma visão geral que facilitará a definição da melhor estratégia de manutenção a ser adotada. 

O método ABC é um recurso muito bem estruturado, que tem como objetivo classificar o grau de importância dos ativos a partir dos critérios de frequência de falhas, nível de dificuldade para a detecção da falha e seu impacto nas operações gerais. 

Na tabela abaixo, é possível visualizar a análise ABC a partir dos seus fatores e critérios de avaliação:

Critérios de avaliação método ABC de criticidade

A partir da tabela, conseguimos identificar que os ativos com criticidade A, por exemplo, são cruciais para o funcionamento de uma planta, ou seja, são os que devem receber todos os recursos para evitar qualquer perda de funcionalidade. Uma vez paralisados, eles não só comprometem a produção, mas podem afetar a segurança e o meio ambiente, aumentando em mais de 20% os custos de manutenção. 

Já os ativos com criticidade B são aqueles considerados de médio impacto, ou seja, uma possível falha não trará problemas à produção, operação ou segurança. A produção pode até ser parcialmente interrompida, o que aumenta entre 10% e 20% os custos de manutenção. 

Por fim, os ativos classificados com criticidade C são os que geram o menor impacto para a produção, não causando prejuízos significativos. 

É essencial ter em mente que as práticas de manutenção devem ser vistas como um processo dentro da gestão de ativos industriais. Porém, antes delas vem a prevenção da manutenção, que consiste no uso das melhores técnicas de sensoriamento a fim de identificar as condições operacionais de ativos críticos.  

A indústria 4.0 tem um papel importante no que diz respeito à antecipação de potenciais problemas com ativos. Através do uso de sensores de monitoramento e de softwares de manutenção, é possível fazer uma gestão dos ativos em um único lugar, de forma online e mais precisa, já que os software de manutenção permitem uma visibilidade maior e em tempo real da saúde do ativo.

O papel da tecnologia na gestão de ativos industriais

Quando falamos em gestão de ativos, a tecnologia é, sem dúvida alguma, uma ferramenta que auxilia na otimização de todo o processo. O uso da tecnologia permite análises qualitativas e quantitativas mais assertivas, o que contribui para uma gestão cada vez mais eficaz. 

Visando equilibrar as operações dentro da indústria, a adoção de um sistema de gestão da manutenção computadorizado é fundamental. O chamado software de gestão Plataforma Tractian (Computerized Maintenance Management System), ou simplesmente Software de Manutenção, é capaz de facilitar execuções como planejamento, desempenho operacional, controle e produtividade. 

O software automatiza as operações e atividades de manutenção, tornando o dia a dia do gestor de manutenção mais fácil ao interpretar dados de forma certeira e indicar a melhor tomada de decisão para determinada anomalia que venha a surgir, sem interferir em uma paralisação da linha de produção. 

Além disso, esse tipo de plataforma reúne ferramentas que possibilitam a visão geral de ativos, emissão de ordens de serviço, relatórios técnicos, entre outros.

O uso de sensores IoT para detecção de falhas em ativos

A gestão de ativos tradicional se apoia em dois pilares: o cadastro (o que eu tenho) e o calendário (quando eu mexo). Funciona, mas opera no escuro entre uma intervenção e outra. O ativo pode estar se degradando no dia seguinte à manutenção preventiva, e a gestão só vai descobrir na próxima parada programada, ou quando ele quebrar.

Sensores IoT adicionam a terceira perna, que é a que faltava: a condição real, medida o tempo todo.

Só que detectar falha em ativo industrial exige mais do que um sensor genérico. Um ativo rotativo emite sinais diferentes conforme o modo de falha. Desbalanceamento e desalinhamento aparecem na vibração. Lubrificação insuficiente aparece primeiro no ultrassom, semanas antes de a vibração acusar qualquer coisa. Sobrecarga aparece na temperatura. Rotação instável, no RPM. Um sensor que lê só um desses canais deixa três modos de falha invisíveis.

É por isso que a detecção de falha madura é multimodal. Um único sensor que captura vibração, ultrassom, temperatura e RPM no mesmo ponto e no mesmo instante permite à IA cruzar os quatro sinais e nomear o problema com precisão, em vez de só apontar que "algo está fora do normal".

Na prática da gestão de ativos, isso muda o nível da decisão. Em vez de o gestor decidir a manutenção pela idade do ativo, ele decide pela condição medida. O ativo que está saudável não é tocado antes da hora; o que está se deteriorando sobe na prioridade antes de virar parada.

A gestão de ativos deixa de ser administração de um inventário e passa a ser gestão da saúde de cada equipamento, que é o que uma plataforma de Asset Condition entrega.

Como a Tractian faz a gestão dos seus ativos industriais como plataforma de Asset Condition

O nosso sensor multimodal captura vibração, ultrassom, temperatura e RPM em um único ponto de instalação, sem fio, com fixação magnética que instala em poucos minutos.

É a combinação dos quatro sinais no mesmo instante que dá à IA a base para nomear o modo de falha com precisão e assim impedir que suas máquinas quebrem.

Do lado da gestão, o alerta entra direto no fluxo de trabalho do seu time. A criticidade do ativo, que o método ABC ajudou a definir no início do artigo, deixa de ser cadastro estático e vira variável que ajusta a prioridade da OS em tempo real.

E do lado da Plataforma Tractian, tudo acontece na mesma plataforma. Sem integração externa, sem plataforma paralela para o técnico manter, sem cruzamento manual entre banco de dados. A ordem de serviço nasce do alerta com criticidade calculada, procedimento vinculado e sobressalente indicado, e vira ação sem passar por reunião de priorização.

Quer ver como isso funciona na sua planta?

Fale hoje com a Tractian e teste em um ativo crítico da sua operação como uma plataforma de Asset Condition muda a forma como o seu time toma decisão de manutenção.

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Alex Vedan
Alex Vedan

Diretor

Como Diretor de Marketing da Tractian, Alex Vedan conecta inovação à estratégia, alinhando a empresa às demandas reais da indústria. Com formação em Design Industrial pela UNESP e especialização em tecnologia de fabricação, lidera iniciativas que destacam o impacto das soluções Tractian no mercado.

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