• Gestão da Manutenção

Ferramentas de Gestão de Ativos na Manutenção Industrial

Alex Vedan

Atualizado em 23 set. de 2026

7 min.

À medida que a tecnologia avança e a engenharia de manutenção se desenvolve, tornam-se mais evidentes as inúmeras vantagens de investir na gestão de ativos como ferramenta estratégica na manutenção industrial para otimizar o trabalho e aumentar a competitividade e a lucratividade da empresa.

Gestões que insistem em deixar as falhas acontecerem, optando por lidar com as correções emergenciais, colocam não só a produção em risco, o ciclo de vida do ativo, desperdiçando tempo e recursos.

Logo, é fundamental que, a fim de evitar prejuízos e dores de cabeça, a indústria enxergue a manutenção como essencial ao bom fluxo produtivo e garanta que não faltem a ela as ferramentas mais importantes para a gestão de ativos.

Conheça a seguir as principais ferramentas para o gestor de manutenção inteligente, que sabe que não faz sentido esperar o defeito aparecer na máquina para depois remediá-lo quando se pode impedir que ele se manifeste.

Com elas, sua produção será otimizada, o trabalho se tornará mais eficiente e os custos com manutenção vão cair drasticamente.

As principais ferramentas para gestão de ativos na manutenção industrial

São várias as metodologias e softwares que ajudam o gestor de manutenção a controlar os gastos, programar as atividades de forma otimizada (e até automatizada) e prever as falhas para reduzir as paradas inesperadas nos processos industriais.  

Quando implementadas na rotina de análise e cuidado dos equipamentos, essas técnicas influenciam no sucesso da empresa, uma vez que a mantêm atualizada em relação às tendências do mercado, tornam o ambiente mais seguro para os profissionais e aumentam os lucros, melhorando também sua competitividade.

O primeiro passo, é aplicar as ferramentas listadas abaixo e medir sua eficiência por meio dos indicadores indispensáveis à gestão, assim você garante à sua organização os benefícios citados acima e as demais vantagens de trabalhar com uma gestão de ativos estratégica, assertiva e diversificada. Confira quais são essas técnicas e como adicioná-las ao seu plano de manutenção:

Backlog

Com o objetivo de direcionar o trabalho das equipes, o backlog é a soma da carga horária dos serviços planejados, programados, executados e pendentes, derivada das atividades de manutenções corretivas, preventivas e preditivas, incluindo as melhorias. 

Para facilitar, também pode ser entendido como o tempo de mão de obra necessário para realizar todos os serviços. Esse indicador engloba todas as atividades que ainda precisam ser feitas – e não apenas as que estão atrasadas –, o que o torna um excelente aliado para os gestores de ativos, principalmente aqueles que lideram uma grande quantidade de máquinas e profissionais.

Manutenção Centrada na Confiabilidade (MCC ou RCM)

Desenvolvida pelo exército americano para prolongar o tempo de serviço dos equipamentos de forma barata e eficiente, a MCC ou RCM (Reliability Centered Maintenance) é uma estratégia que visa otimizar o plano de manutenção de uma empresa.

A metodologia consiste em selecionar as atividades necessárias para manter a disponibilidade e confiabilidade de qualquer processo produtivo e reduzir ao máximo o custo de manutenção do ativo. Seus resultados são tão expressivos que, ao longo do tempo, a MCC evoluiu até se tornar um dos modelos mais eficientes e rentáveis para o gerenciamento de ativos.

Para saber mais sobre a técnica e como implementá-la, confira o guia completo da Tractian sobre Manutenção Centrada na Confiabilidade.

TPM: Manutenção Produtiva Total

A sigla TPM vem do inglês Total Productive Maintenance, apesar de o método ter nascido no Japão nos anos 1970. O intuito é justamente aumentar a capacidade de produção dos equipamentos por meio da modificação progressiva das técnicas de manutenção adotadas. Afinal, toda empresa que deseja melhorar sua competitividade deve preservar as máquinas e os processos, mantendo-os sob as condições ideais de uso. 

A técnica de TPM, portanto, se preocupa tanto com as correções quanto com a prevenção das falhas nos ativos da empresa, além de eliminar desperdícios envolvidos nos processos produtivos.

Ficou interessado no método de Manutenção Produtiva Total? Saiba mais sobre seus princípios e aplicação.

5W2H

Uma das ferramentas mais simples da lista, o 5W2H (ou plano de ação) é um método eficaz e versátil, podendo ser utilizado em diversas situações. Sua principal função é simplificar o plano e ajudar o gestor a organizar as atividades de manutenção de forma assertiva e intuitiva.

Por meio de uma verificação ou checklist, esse plano de ação permite a visualização e a compreensão rápidas de todas as etapas e problemas envolvidos no processo de manutenção. 

E o nome 5W2H já explica como essa metodologia é aplicada à prática: as 7 letras envolvidas na sigla correspondem às perguntas fundamentais para qualquer gestão de ativos ou de negócios:

Perguntas 5W2H

FMECA 

Uma ótima forma de analisar a criticidade dos equipamentos é utilizando a Análise de Modos e Efeitos de Falha (FMECA). Seu intuito é indicar como e por que um determinado ativo pode falhar e de que maneira as consequências dessa falha podem ser amenizadas.

Além disso, envolve uma análise de criticidade que calcula a probabilidade de a falha não ocorrer e sua gravidade caso ocorra. A FMECA identifica o número de avarias, ocorrência, severidade e detectabilidade da falha, acompanhando também a eficácia das manutenções corretivas. 

Consequentemente, a implementação da técnica melhora os resultados da produção, limita as falhas e permite as melhorias constantes por meio da análise de defeitos passados.

Ciclo PDCA

Do inglês “Plan – Do – Check – Act”, o Ciclo PDCA (também conhecido como Ciclo de Deming) é um método de iteração – que se repete várias e várias vezes – utilizado para o controle e melhoria contínua de processos produtivos. 

Essa ferramenta ajuda o gestor a organizar suas ideias e projetos, da mesma forma que auxilia na divisão do trabalho em várias etapas e tarefas. Confira o passo a passo do PDCA:

Ciclo PDCA

O uso de sensores IoT para detecção de falhas em ativos: a ferramenta que faltava

As ferramentas clássicas de gestão de ativos formam um conjunto conhecido: a Plataforma Tractian organiza a execução, o EAM cobre o ciclo de vida, a matriz de criticidade prioriza, os indicadores medem.

Todas elas têm algo em comum, e é justamente aí que está o buraco: todas trabalham sobre dado que alguém precisa inserir. O Plataforma Tractian registra a OS que o técnico abre. O indicador calcula a partir do apontamento manual. Nenhuma delas enxerga o ativo sozinha.

A ferramenta que fecha o conjunto é o sensor IoT, porque ele é o único que gera dado sem depender de alguém digitar.

Só que, para detectar falha de verdade, o sensor precisa cobrir os caminhos por onde o ativo falha. E ativo rotativo falha por vários ao mesmo tempo. Por isso a ferramenta que realmente completa o set não é um sensor de vibração isolado, é a leitura multimodal: vibração, ultrassom, temperatura e RPM no mesmo ponto. O ultrassom pega a lubrificação incipiente que a vibração ainda não vê. A temperatura confirma se a origem é térmica. O RPM dá o contexto de carga. Juntos, os quatro sinais permitem à IA nomear o modo de falha em vez de só sinalizar anomalia.

Quando essa ferramenta entra no conjunto, as outras ficam melhores. O Plataforma Tractian recebe OS que nasce do sensor, já priorizada. O indicador passa a ser calculado sobre dado medido, não estimado. A matriz de criticidade ganha a dimensão de condição real, e não só de importância teórica do ativo.

O sensor multimodal não substitui as ferramentas de gestão de ativos, ele é a camada de dado que faltava para todas elas trabalharem sobre a realidade do ativo, e não sobre o que foi digitado

Softwares de monitoramento online

É nítido o impacto positivo que as ferramentas tecnológicas causam nos diversos setores da indústria, entre eles o da manutenção. Automatizando os processos por meio da tecnologia, o gestor permite que a equipe invista esforços em tarefas que realmente importam, evitando erros e eliminando desperdícios de tempo e recursos.

Essa automatização, feita por softwares de monitoramento online de ativos, oferece uma melhor organização das atividades de manutenção, a programação de ordens de serviço, o acompanhamento e análise dos equipamentos e do tempo de vida útil de cada peça, o cálculo da produtividade do maquinário, entre outras vantagens fundamentais para aprimorar a gestão. 

Um exemplo de sistema de monitoramento online é a Tractian, cuja solução se concentra nos dados que realmente importam e que passam despercebidos pelas vistorias realizadas pelo trabalho humano. A plataforma utiliza a inteligência artificial para potencializar a gestão da manutenção e garantir maior eficiência e rentabilidade ao setor, reduzindo em até 60% os custos com manutenção.

Plataforma de monitoramento online

A principal ferramenta é o gestor que decide pela saúde do ativo

Todas as ferramentas apresentadas neste artigo (Backlog, MCC, TPM, 5W2H, FMECA, Ciclo PDCA) só entregam o que prometem quando o gestor que as aplica tem acesso ao dado certo, no momento certo. Metodologia sem dados de condição é um mero ritual.

A gestão de ativos madura acontece na interseção dos dois.

E é aí que a Tractian entra, como uma plataforma de Asset Condition que gera os dados que sustenta cada uma dessas ferramentas em tempo real.

O nosso sensor multimodal captura vibração, ultrassom, temperatura e RPM em um único dispositivo, sem fio, com fixação magnética que instala em poucos minutos por ponto.

Essa combinação de sinais no mesmo instante é o que permite ao seu FMECA sair da teoria e virar mapa vivo dos modos de falha reais do seu parque, ao seu RCM priorizar intervenção pela condição do ativo em vez do calendário do manual, e ao seu Ciclo PDCA fechar loop com evidência observada, não com percepção da equipe.

A nossa IA cruza os quatro sinais e identifica o modo de falha ainda em estágio incipiente. E a inteligência que faz esse cruzamento é treinada internamente no AI Center, um espaço dedicado ao aprimoramento de inteligências artificiais industriais.

O alerta chega direto no fluxo de OS do seu time, com modo de falha nomeado, criticidade calculada e prazo estimado até a intervenção. O backlog reorganiza sozinho por severidade real, e a decisão sai da manhã de segunda-feira baseada em impressão para a decisão baseada na saúde completa dos ativos da sua planta.

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Alex Vedan
Alex Vedan

Diretor

Como Diretor de Marketing da Tractian, Alex Vedan conecta inovação à estratégia, alinhando a empresa às demandas reais da indústria. Com formação em Design Industrial pela UNESP e especialização em tecnologia de fabricação, lidera iniciativas que destacam o impacto das soluções Tractian no mercado.

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