A premissa da 4ª Revolução Industrial está diretamente ligada à digitalização dos processos industriais, que antes eram feitos manualmente, hoje, com a tecnologia foram modernizados.
É nesse contexto, que o monitoramento online dos ativos surge com o objetivo de análise constante para manter o bom funcionamento dos equipamentos.
Por meio dele, é possível acompanhar informações em tempo real sobre as atuais condições do ativo, como por exemplo, vibração, velocidade RMS e temperatura, de forma inteligente, de onde estiver, e online.
Utilizando essa técnica preditiva, o gestor tem maior facilidade e rápido poder de decisão sobre os processos, além de outros benefícios.
Continue a leitura desse artigo e descubra como o monitoramento online de ativos pode otimizar sua indústria.
O que é monitoramento online?
O monitoramento online é caracterizado por um conjunto de sensores de vibração e temperatura, mesclado a uma tecnologia IoT, ciência de dados e um software que coleta e analisa essas informações, que depois são transformados em dados, gráficos e informações, representando o desempenho do equipamento e seu estado.
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Tais dados são coletados por sensores instalados nas máquinas, que recolhem informações sobre temperatura, horímetro, vibração e consumo de energia o tempo todo. Após isso, eles são interpretados e enviados para uma plataforma.
Longe do tradicional que precisa de planilhas e contas complexas, o monitoramento de ativos, como o que a Tractian oferece, garante uma visão ampla da árvore de ativos.

O acesso remoto a essas informações traz facilidade para o gestor, pois permite a identificação de anomalias antecipadamente, para que o gestor possa agir de forma preditiva.
A ciência de dados e o monitoramento se tornam parceiras cruciais no campo da manutenção da industrial, elas não só garantem o controle do ativo, como também aumentam a produtividade da equipe e reduzem os gastos de manutenção com paradas repentinas.

Diferenças do monitoramento online e offline
Quando é utilizado sensores offline sua coleta é feita periodicamente, de modo presencial pelo analista de vibração. De certa forma esse método é menos preciso, visto que uma falha pode acontecer entre uma coleta e outra, já que grande parte delas são aleatórias. Por essa razão, para que isso seja evitado ao máximo é necessário o acompanhar continuamente
Por exemplo: O método tradicional de coleta de vibração depende muito da expertise do analista. Com a tecnologia, essa expertise somada a tecnologia permite evitar que problemas aconteçam. O time de manutenção gastará menos tempo com as rotas de inspeção e terá 100% dos diagnósticos online.

Vantagens do monitoramento online
Como já explicamos acima, é visível o impacto da tecnologia no meio industrial. Ao usá-la inúmeros processos que antes eram demorados, hoje em questão de minutos você já tem todas as informações na palma da mão. Por isso, abaixo, listamos algumas vantagens do uso do monitoramento online de ativos:
1. Mais controle sobre os ativos e aumento de vida útil
Com a coleta de dados mais eficiente, o gestor e sua equipe conseguem conhecer com maior precisão seu ativo. Assim é possível identificar comportamentos anômalos e possíveis falhas. Por meio dessas informações, você já sabe quando e onde agir, além de utilizar as ferramentas necessárias para o reparo.
Outro diferencial é que, não há mais necessidade de coletas manuais ou planilhas de Excel, agora, a própria tecnologia fornece informações necessárias para agir.
2. Redução de custos de prejuízos com a manutenção
Você já deve estar cansado de saber que quebras inesperadas geram prejuízos enormes, mas, já pensou se elas pudessem ser evitáveis?
Os sistemas preditivos aliados à ciência de dados, como o monitoramento online, consegue reduzir em 60% os custos de manutenção e em 55% o número de quebras inesperadas, com isso sua indústria consegue prolongar a vida útil tanto do ativo, quanto de seus componentes.
Em um relatório a PwC (PricewaterhouseCoopers) aponta que até 2021, 86% das empresas industriais já tiveram investimentos na cultura digitalizada de dados, para o aprimoramento da manufatura com o objetivo de reduzir custos.
3. Maior confiabilidade dos ativos
A confiabilidade é um princípio básico da manutenção. É por meio de seu cálculo que o gestor pode saber o quanto ele pode confiar naquele equipamento, a fim de garantir o fluxo de produção esperado. Ou seja, quanto mais informações você tiver do ativo, maior confiabilidade ele trará à planta.
Soluções como a Tractian registram as principais informações emitidas por seus ativos, e calcula automaticamente a confiabilidade e o MTBF de cada máquina, entregando ao gestor dados confiáveis sobre o desempenho da operação, garantindo que tudo esteja sob controle.
4. Automatização das atividades sobre manutenção
Quando sua empresa se alia à tecnologia, todos os processos são facilitados e com a gestão de atividades não é diferente.
Na rotina de manutenção é comum emitir Ordens de Serviço (OS) direcionadas a uma equipe, como check-up programado, troca de peças e óleo. Quando automatizadas, pode-se controlar o tempo, mão-de-obra e até mesmo seus recursos, tudo para garantir o melhor resultado para a empresa.
Exemplificando: Imagine que um ativo X precise trocar de óleo a cada 40.000 horas de funcionamento, dessa forma uma ordem de serviço é criada, uma única vez, já que o horímetro apontará quando estiver próximo do período de troca, e os responsáveis serão avisados.

É fundamental que o gestor tenha acesso aos relatórios e laudos técnicos de forma automatizada, para que os procedimentos ocorram de modo rápido e linear. A geração é realizada em PDF, e as informações são enviadas com os dados: tempo de uso, linha do tempo da saúde do ativo, consumo energético, árvore de falhas, entre outros.
5. Melhor gestão da árvore de ativos
O objetivo da tecnologia na gestão do ativo é otimizar tanto o gerenciamento de informações, quanto o de ativos. Dessa forma, o dia a dia da empresa e da manutenção se tornam mais dinâmico e eficientes.
Sem dúvidas ter uma visão da árvore de ativos dá ao gestor de manutenção uma centralização de dados e maior controle sobre os processos, além dele ter acesso aos dados sobre velocidade RMS, variação de temperatura e consumo de energia estimado.
Ele pode gerenciar toda a árvore de ativos remotamente, já que receberá informações consideradas vitais sobre a saúde e condições dos equipamentos. Além disso, o gestor não precisará se deslocar para realizar a coleta de dados, já que terá tudo o que precisa. Além de, executar as tarefas de uma forma mais eficiente, com um planejamento adequado, evitando perdas e garantindo a produtividade da planta.
A eficácia do monitoramento de condição baseado em IA para reduzir o tempo de inatividade
É o monitoramento online que resolve a coleta: em vez de o técnico passar de duas em duas semanas com o coletor, o dado do ativo chega continuamente. Mas coletar dado sem interpretá-lo só transfere o problema, porque agora há volume de dado que ninguém consegue analisar manualmente.
É a camada de IA sobre o monitoramento online que transforma dado contínuo em redução real de inatividade, e vale entender por quê.
Veja onde a eficácia se concretiza:
A janela de detecção muda de regime. Monitoramento manual vê a falha na próxima rota. Monitoramento online com IA vê no dia em que o padrão do ativo começa a desviar. A falha que evoluiria entre duas rotas, invisível no modelo antigo, passa a ser detectada no início.
O alerta chega com diagnóstico, não com número cru. Threshold simples ("vibração acima de X") gera falso alerta e ruído, e a equipe aprende a ignorar. A IA aprende a linha de base de cada ativo e dispara com o modo de falha provável e a progressão estimada, o que faz o alerta ser confiável e acionável.
A eficácia comprovada tem faixa documentada. O monitoramento de condição clássico, com coleta periódica e analista, já reduz paradas não planejadas em uma faixa típica de 20 a 30%. A camada de IA sobre dado contínuo eleva esse número, porque elimina o ponto cego da janela de rota, chegando a 35 a 50% de redução em ativos críticos cobertos no primeiro ano.
O ganho escala sem escalar equipe. Como a IA faz a primeira triagem de todos os ativos monitorados, o analista deixa de gastar tempo procurando qual ativo tem problema e passa a decidir o que fazer com os que a IA já apontou. A cobertura aumenta sem aumentar proporcionalmente o time.
Quais equipamentos devo monitorar?
Você já leu em nosso texto sobre a Matriz de Criticidade que ela permite saber o quão essencial seu ativo é para a cadeia produtiva e também já sabe que caso haja alguma falha toda a produção será afetada.
Para você definir quais equipamentos devem ser monitorados a ferramenta ABC entra em cena e três critérios são avaliados:
- a frequência de falhas;
- quão difícil é detectar a falha;
- qual é o impacto da falha em suas operações gerais.
Sendo divididos em A, para os ativos críticos ao processo. Em B, os que apresentam médio impacto e C para caso haja uma falha, o ativo não gerará impactos significativos para o andamento da produção.
Feito a definição dos ativos críticos ao processo, é a hora de usar um software de monitoramento para gestão preditiva de ativos, que trará maior confiabilidade.
Lembre-se que quanto maior a confiabilidade de um ativo, menor a probabilidade de falhas e maior a conservação das características e estruturas. Assim é possível evitar o temido downtime.
Acesse aqui nosso guia “Em busca do Downtime zero”
Como a Tractian entrega monitoramento online em plantas com estruturas de manutenção maduras
Quem já opera com árvore de ativos organizada, matriz de criticidade validada e rotina de PCM em curso sabe onde o monitoramento online faz diferença: nos ativos classe A que hoje dependem de rota de vibração mensal e continuam vulneráveis à falha que aparece entre uma coleta e outra.
É nessa lacuna que a plataforma multimodal da Tractian entra.
O sensor da Tractian é instalado em minutos no ponto de medição do ativo e passa a acompanhar vibração, ultrassom contínuo, temperatura e RPM sem interrupção. Para o gestor que já monitora velocidade RMS e temperatura em rota, o ganho é imediato: a leitura deixa de ser um ponto por mês e passa a ser um histórico denso, com aceleração da falha visível dia a dia.
Para o técnico que hoje passa turno inteiro em rota de inspeção, ele pode redirecionar essa hora de campo para a intervenção que a plataforma já indicou como prioritária.
A camada de IA da plataforma trabalha em cima da linha de base individual de cada ativo, não de threshold genérico. Um motor elétrico classe A, por exemplo, tem baseline próprio e qualquer desvio nesse baseline dispara alerta com modo de falha identificado, estágio da degradação e ação recomendada. O gestor recebe no celular a informação que a rota mensal só entregaria depois da próxima coleta, e o técnico atua sobre um diagnóstico pronto, não sobre um dado bruto que precisa ser interpretado.
Além disso, a plataforma cobre a camada que mencionamos anteriormente: cálculo automático de MTBF e confiabilidade por ativo, geração de OS com contexto técnico, histórico de intervenções organizado por equipamento e integração com a árvore de ativos que a planta já mantém.
É o desenho que faz sentido para operação que quer sair do calendário de inspeção e passar para monitoramento por condição, sem trocar o sistema de gestão que já roda.
Se a sua planta já tem árvore de ativos estruturada e matriz de criticidade validada, mas os ativos classe A continuam dependendo de rota manual para o dado de vibração, fale com um especialista da Tractian e veja como a plataforma se acopla ao seu programa de manutenção.


