Detectar falhas deixou de ser o problema. Executar a correção certa, no tempo certo, continua sendo.
Para a Tractian, dado sem execução não é avanço tecnológico. É apenas ruído bem envelopado. E é exatamente aí que a confiabilidade escapa: no trecho entre o diagnóstico e a intervenção, quando a operação precisa decidir rápido, especificar corretamente e executar com padrão.
É por isso que a Tractian anuncia uma parceria técnica e comercial com a Abecom, empresa brasileira com mais de 60 anos de atuação em manutenção industrial e maior distribuidora SKF no Brasil. A parceria nasce para atacar o ponto mais negligenciado da confiabilidade moderna: o pós-alarme.
Esse desafio fica ainda mais crítico num cenário de escassez de mão de obra técnica qualificada. Em muitas plantas, o gargalo não é identificar o problema, e sim ter capacidade de transformar o diagnóstico em intervenção bem aplicada, com padrão e rastreabilidade.
Além disso, nos últimos anos, monitoramento contínuo, análise preditiva e uso intensivo de dados se tornaram rotina em plantas que buscam previsibilidade operacional. Alertas chegam com antecedência, sintomas são identificados e há informação disponível. Mesmo assim, ganhos sustentáveis nem sempre aparecem, porque a detecção, sozinha, não fecha causa raiz e não padroniza a execução.
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O gargalo real: pós-alarme
Na prática, o cenário se repete. O time confirma o sintoma, mas não consegue fechar a causa raiz. A prioridade muda ao longo do dia, a decisão se fragmenta entre áreas ou a ação executada não elimina o problema de forma definitiva. Em outros casos, o componente correto não está claramente especificado, não está disponível no momento necessário ou a execução acontece fora do padrão esperado.
O resultado aparece em forma de retrabalho, falhas recorrentes e perda de disponibilidade, mesmo em plantas com histórico sólido em manutenção preditiva. Esse contexto deixa claro que a confiabilidade não falha por falta de dados. Ela falha quando não existe integração entre diagnóstico, decisão e execução.
Depois de um alerta, as mesmas decisões voltam para a mesa, sempre com urgência:
- Qual intervenção é mais adequada para aquele cenário: ajuste, correção ou intervenção?
- O problema está no componente apontado pelo sintoma ou na condição de operação?
- Qual item deve ser especificado e quando executar a intervenção para evitar impacto na produção?
Sem contexto técnico suficiente e sem um fluxo bem definido até a execução, essas decisões acabam sendo tomadas por tentativa.
É nesse ponto que dado sem execução vira ruído e execução sem diagnóstico vira custo.
O que muda na prática: quando dados e execução passam a trabalhar juntos
A parceria Tractian e Abecom foi desenhada para reduzir a distância entre insight e execução em falhas, combinando duas expertises complementares para transformar a confiabilidade em um processo contínuo e aplicável.
A Tractian aprofunda sua atuação em data intelligence aplicada à manutenção, convertendo sinais e diagnósticos em recomendações cada vez mais precisas. A Abecom agrega décadas de experiência no pós-falha, atuando na decisão técnica e na execução em campo.
O objetivo é fazer o diagnóstico avançar para uma decisão mais concreta dentro do próprio fluxo, com mais contexto para orientar a especificação do componente e o encaminhamento da ação.
Além da integração entre diagnóstico e execução, a parceria inclui uma frente de capacitação e certificação técnica. A Tractian está qualificando profissionais da Abecom para operar confiabilidade no dia a dia e implementar rotinas com método, além de certificá-los para operar as ferramentas Tractian quando aplicável.
Dessa maneira, os clientes aceleram a padronização do pós-alarme e aumentam a consistência da execução em campo
Essa união permite que a confiabilidade deixe de ser apenas um sistema de alerta e passe a operar como Reliability as a Service, conectando diagnóstico, decisão e execução de forma estruturada.
A plataforma da Tractian evolui para incorporar mais contexto técnico sobre rolamentos, tornando as recomendações mais acionáveis. Quando uma intervenção é necessária, o fluxo avança de forma natural para a execução, com a Abecom atuando como parceiro local estratégico de confiabilidade.
O resultado esperado é menos improviso no pós-alarme e mais consistência técnica na execução. Assim, a confiabilidade deixa de ser “um sistema de alerta” e vira um processo contínuo, aplicável.

Quem é a Abecom?
A Abecom é uma empresa brasileira com mais de 60 anos de atuação em manutenção industrial, presença nacional e base ampla de plantas atendidas em diferentes segmentos. Além de ser a maior distribuidora SKF no Brasil, a empresa reúne portfólio técnico, conhecimento aplicado e forte atuação em campo.
Seu catálogo conta com mais de 30.000 itens, e seus serviços técnicos de confiabilidade incluem análise de vibração, alinhamento a laser, balanceamento de campo, termografia, ultrassom, análise de óleo e revisão de planos de lubrificação.
Essa combinação permite atuar não apenas no fornecimento de componentes, mas também no suporte técnico necessário para definir e aplicar a intervenção correta, com foco em causa raiz e não apenas no sintoma observado.
Onde faz mais sentido começar
A colaboração tende a gerar mais impacto em:
- ativos críticos com falhas recorrentes ligadas a rolamentos, transmissão e desalinhamento
- operações com backlog elevado e dificuldade de padronizar respostas após o alerta
- equipes que precisam reduzir retrabalho e ganhar previsibilidade na rotina
Em todos esses cenários, o valor está menos em detectar mais falhas e mais em corrigir melhor aquelas que realmente impactam a operação.
O que a parceria busca alcançar
A Tractian nasceu para elevar a barra da manutenção industrial. Confiabilidade não é só detectar, mas decidir e executar com consistência.
Ao conectar diagnóstico, recomendação e execução de forma mais estruturada, a parceria com a Abecom reforça a confiabilidade como um processo contínuo, integrado ao dia a dia da manutenção e à estratégia operacional da planta.
O foco deixa de ser apenas identificar falhas e passa a ser: agir com mais consistência técnica sobre aquelas que importam.

