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Manutenção Centrada na Confiabilidade: 6 Princípios Fundamentais

Você sabe quais princípios um bom setor de manutenção deve apresentar para se destacar e manter a competitividade? Se tornou cada vez mais evidente a necessidade de buscar-se uma Manutenção de Classe Mundial para se destacar no mercado e por isso, é necessário entender alguns princípios fundamentais para um programa de manutenção centrada na confiabilidade.

Uma das bases para alcançar maior confiabilidade é a manutenção preditiva. Se quiser saber mais sobre esse tipo de manutenção e como ela pode auxiliar e trazer vantagens para o meio industrial, separamos um artigo completo sobre esse assunto. Agora, após entender a importância da manutenção preditiva, vamos entender a necessidade de se manter alguns princípios.

1. A MAIORIA DAS FALHAS NÃO ESTÃO RELACIONADAS À IDADE

Pesquisas demonstram que para a maioria dos modos de falha, a probabilidade de ocorrência é aleatória, não sendo relacionada com o tempo de vida do equipamento.

A melhor forma de representar tal princípio é a partir das curvas de falhas que demonstram problemas relacionados ou não com a idade do equipamento.

Padrões: Falhas x Tempo de vida do equipamento

 

A partir desses padrões, entendemos que a quantidade de falhas nem sempre se relaciona diretamente com a vida útil do ativo, e se você quiser saber mais sobre esses padrões, pode acessar nosso artigo sobre a curva da banheira.

Historicamente, a manutenção sempre foi realizada na crença de que a probabilidade de falha aumentou ao longo do tempo. Pensava-se que a manutenção bem cronometrada poderia reduzir a probabilidade de falha. Acontece que para pelo menos 70% dos equipamentos isso simplesmente não é o caso.

Para esses 70% dos equipamentos, não faz sentido fazer inspeções e troca de peças  baseadas no tempo, como manutenção ou substituição. Não faz sentido gastar recursos de manutenção para atender ou substituir um item cuja confiabilidade não se degradou. Ou cuja confiabilidade não pode ser melhorada por essa tarefa de manutenção.

2. DESGASTES GERAM QUEBRAS

As máquinas são compostas por componentes simples e complexos, estruturas simples geralmente possuem poucos modos de falhas e fornecem sinais iniciais de possíveis problemas, se você saber onde procurar..

Quando esses itens simples, que “desgastam”, haverá um forte aumento na probabilidade de falha após uma certa idade. Ao identificarmos determinado padrão de desgaste de um componente, podemos agendar uma tarefa corretiva baseada no tempo para substituí-la antes de uma falha inesperada.

No entanto, quando se trata de componentes complexos feitos de muitos itens “simples”, as coisas são diferentes: Todos esses componentes simples têm seus próprios modos de falha com seu próprio padrão de falha.

Como itens complexos têm tantos modos de falha variados, suas falhas não tendem a ser uma função da idade, mas ocorrem aleatoriamente. Assim, devemos entender que seria ineficaz realizar uma pausa para manutenção em um equipamento complexo de acordo com o tempo de vida útil do mesmo, sendo que ele possui um padrão de falhas aleatórias.

Uma maneira eficiente de não ser pego de surpresa por tal aleatoriedade de falhas é a partir da manutenção preditiva. Empresas como a Tractian oferecem sensores capazes de monitorar o equipamento em tempo real e avisar sobre qualquer anomalia que o equipamento possa estar enfrentando via smartphone.

3. FALHAS OCULTAS DEVEM SER ENCONTRADAS

Falhas ocultas não aparecem normalmente no monitoramento de manutenção, somente quando o equipamento realmente sofre de uma quebra inesperada. Essas falhas ocultas apresentam maior frequência em equipamentos com medidas protetivas à saúde humana e ao meio ambiente, por exemplo.

Dessa forma, é importante realizar monitoramentos que buscam falhas ocultas. Você pode até pensar que é um gasto desnecessário, que não fará diferença para a sua empresa.

Essas falhas ocultas não apresentam o mínimo indício de sua existência, e só são possíveis de serem observadas a partir de um monitoramento profundo. O que acontece é que muitas vezes é necessário realizar uma parada na produção para realizar esse monitoramento o que acaba gerando um afastamento dessa ideia porque significa um certo prejuízo para a empresa.

Porém, ao não ser realizado esse monitoramento, ocorrem chances dessas falhas ocultas comprometerem o funcionamento dos equipamentos e gerarem um tempo de inatividade ainda maior. Dessa forma, entendemos que esse gasto para identificar falhas ocultas pode fazer a diferença e impedir que você tenha um prejuízo enorme com uma falha inesperada.

4. EQUIPAMENTO IGUAIS NÃO SIGNIFICAM MANUTENÇÃO IGUAL

Só porque dois equipamentos são iguais não significa que precisam da mesma manutenção. Na verdade, eles podem precisar de tarefas de manutenção completamente diferentes.

Então, ao construir um programa de manutenção, você deve considerar o contexto operacional. Uma diferença de criticidade também pode levar a diferentes necessidades de manutenção. Equipamentos críticos de segurança ou produção precisarão de mais monitoramento e testes do que os mesmos equipamentos em serviço de baixa criticidade.

É importante reforçar que equipamentos idênticos podem precisar de diferentes requisitos de manutenção. E ao não se atentar para esse detalhe, você pode não dar a atenção necessária para determinado equipamento por outro igual a ele está com um bom funcionamento, e, dessa forma ser surpreendido por uma quebra repentina, causando um enorme impacto negativo para a sua empresa.

5. VOCÊ NÃO CONSEGUE GARANTIR A CONFIABILIDADE DE UM EQUIPAMENTO RUIM

Vamos imaginar um cenário na qual você tenha um sistema de manutenção de classe mundial funcionando de forma perfeita, tomando todos os cuidados necessários e recomendados. No entanto, existe determinado equipamento que apresenta quebras frequentes independente da medida corretiva adotada.

É necessário entender que nem o melhor programa corretivo do mundo conseguirá evitar um equipamento que já está suscetível à falha de evitar essa falha.

Em determinados equipamentos, é possível se ter um erro de fabricação ou acabamento que tornem esse equipamento mais instável, dessa forma, investir tempo e dinheiro tentando corrigir esse equipamento só gera mais prejuízo, pois isso já é uma característica do equipamento. Se você insistir em uma manutenção de um equipamento que não tem solução você estará prejudicando o ritmo de sua produção e lucro da mesma, podendo ser surpreendido por falhas repentinas constantes.

6. BONS PROGRAMAS DE MANUTENÇÃO NÃO DESPERDIÇAM SEUS RECURSOS

Não desperdiçar recursos parece ser um princípio bem óbvio, certo? No entanto, como vimos ao longo dos outros princípios, existe uma série de cenários possíveis dentro de uma empresa que corroboram para um gasto desnecessário de seus recursos.

Assim, é fundamental para o setor de manutenção que se tenha uma noção desses princípios para se evitar prejuízos grotescos e ter uma melhor rentabilidade do sistema de produção.

Da mesma forma, evite atribuir várias tarefas a um único modo de falha. É um desperdício e torna difícil determinar qual tarefa é realmente eficaz. Mantenha a regra de uma única tarefa eficaz por modo de falha o máximo que puder. Apenas para falhas de consequência muito alta você deve considerar ter múltiplas tarefas para um único modo de falha.

Portanto, certifique-se de remover a manutenção desnecessária do seu sistema. Certifique-se de ter uma razão clara e legítima para cada tarefa em seu programa de manutenção e garanta um bom desempenho e lucratividade para a sua empresa.