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Sistema IoT para gestão da manutenção, o que devo saber?

Como a Internet das Coisas já se tornou um assunto bastante difundido nos tempos atuais, nesse artigo não quisemos nos aprofundar muito no significado da tecnologia. Por isso, caso queira saber mais sobre a importância da IoT separamos um outro artigo sobre o tema. Nesse texto o foco é em como podemos aplicar um sistema IoT na manutenção de máquinas e equipamentos.

Toda indústria sofre com quebras e o mau funcionamento das máquinas, algumas com mais intensidade do que outras. Essa é uma das principais dores enfrentadas pelos gestores nos mais diferentes tipos de segmento porque pode gerar prejuízos altíssimos e uma pressão enorme para voltar tudo ao normal. Uma indústria sem produzir é um verdadeiro pesadelo, não? Para se ter uma ideia da proporção desse problema, o Wall Street Journal constatou que o tempo de inatividade não planejado devido a quebras em equipamentos custa às indústrias US $ 50 bilhões por ano. Os “heróis” que estão por trás de evitar isso e garantir a disponibilidade dos equipamentos de uma indústria estão no setor de manutenção.

Agora, imagine o peso que esses profissionais precisam carregar todos os dias, porque se uma máquina quebrar a responsabilidade recai sobre eles! Em alguns casos, a rotina deles se baseia em uma árdua dinâmica de “apagar incêndios”. Difícil, não?  Por isso, é preciso muni-los com tecnologias capazes de mudar esse jogo e a IoT, assim como a IA, vem auxiliando a cada dia nesse processo na chamada manutenção preditiva. Quer saber como?

Como a Internet das coisas se aplica na manutenção de máquinas

A manutenção preditiva surgiu como um conceito evoluído da manutenção preventiva em que, em vez das ações de manutenção serem em intervalos de tempo definidos para a troca de componentes, teremos ações com base em dados coletados dos equipamentos. Como assim? Antes os profissionais de manutenção só atuavam com estratégias de prevenção de quebras, ou seja realizavam paradas planejadas para troca de peças e inspeções para entender a condição do ativo. Com a ciência de dados se tornou possível ser muito mais proativo. Ao analisar a condição de equipamentos em tempo real e prever falhas com grande antecedência, as equipes de manutenção agem antes que uma quebra ocorra e tomam decisões muito mais assertivas (neste outro artigo comentamos mais sobre manutenção preditiva).

A primeira e maior transformação com a chegada do IoT é a automação do monitoramento dos equipamentos. Com a tecnologia, a coleta de dados que antes eram feitas muitas vezes em papel, visitas técnicas e ferramentas manuais, agora são geradas automaticamente por meio de sensores. Vamos a um exemplo?

Imagine uma empresa que apresente dezenas de motores industriais, a maioria deles críticos para o processo produtivo. O responsável pela manutenção desses equipamentos realiza inspeções para tentar identificar possíveis indícios de falhas e acompanha a vida útil dos componentes. O problema é que muitas vezes os kits para analisar a vibração e temperatura desses ativos são caríssimos e muitos profissionais acabam não tendo acesso. Nisso, podem trocar peças em bom estado, parar a produção sem necessidade e ainda serem pegos por quebras repentinas. Um transtorno, não? Com os sensores IoT, que estão cada vez mais abaixando em custos e aumentando em qualidade, esses profissionais podem acompanhar a condição de todos os motores em tempo real, pois os dispositivos estão a todo momento coletando dados dos equipamentos. Assim, caso o nível de vibração de um motor suba de repente, o profissional ficará sabendo na mesma hora e se torna possível agir antes que a falha ocorra.

Outro fator muito importante é que a manutenção deixou de ser uma área operacional e se tornou estratégica. Então, além dos dados dos sensores, é fundamental que você tenha histórico dos equipamentos. Com todas essas informações, será possível analisar com maior precisão quais são os melhores serviços e condição para cada ativo. E, como próximo passo, criar planos de manutenção estratégicos, que acompanhem melhores os resultados. A IoT é uma grande oportunidade de criar esse histórico, porque os sensores conseguem também enviar os dados para nuvem, ou seja, o upload dessas informações também se tornam automáticas e isso abre espaço para a terceira grande transformação da internet das coisas quando os sensores IoT  são integrados com softwares e plataformas de manutenção. Quer saber o por quê?

O monitoramento dos sensores é somente uma parte da tecnologia. Para que o processo funcione 100% e seja eficaz para a industria, é preciso estar atento ao processo como um todo, desde a geração dos alertas, até o planejamento e acompanhamento dos equipamentos. As plataforma utilizadas nesse processo conseguem unificar as informações de todos os sensores em um único lugar, possibilitando o gestor de manutenção ter acesso a saúde de todos seus equipamentos na palma da mão. Alguns softwares, como o da Tractian, além de unificar os dados, através da IA conseguem fornecer insights diretamente para as equipes de manutenção quando algum equipamento apresentar algum comportamento anômalo, como por exemplo a elevação da vibração ou da temperatura. Assim, esses profissionais são avisados e notificados em tempo real, até mesmo pelo whatsapp, sobre o possível risco  e quando uma falha pode ocorrer, para tomarem ações proativas e impedi-las.

Quais são os 4 pilares que todo sistema IoT se apoia

Um dispositivo de coleta, Conectividade em nuvem, Processamento de dados,Uma interface voltada para o usuário

1. Um dispositivo de coleta de dados

Quando falamos dispositivos IoT ou tecnologia de coleta de dados, em um primeiro momento, parecem algo sofisticado e bem distante da realidade de muitas indústrias, mas na verdade, são muito simples e acessíveis. Esses mecanismos são como sensores que conseguem detectar os estímulos dos equipamentos como, por exemplo, a vibração, a temperatura, pressão, umidade e cada vez estão caindo de custos e aumentando em qualidade. Assim, isso alimenta a primeira etapa de qualquer sistema IoT, que é a coleta de dados.

2. Conectividade em nuvem

Depois de registrar os dados, você precisa enviá-los para a nuvem. Mas o que seria isso? Salvar uma informação na cloud é como arquivá-la num computador, isto é, precisa de um lugar “físico” para armazená-las. A diferença é que o conteúdo será gravado dentro de dispositivos a quilômetros de distância em instalações protegidas por fortes esquemas de segurança, justamente para garantir a integridade dos dados. Essas instalações são até mais protegidas do que as presentes na própria planta industrial (um exemplo disso é a AWS da Amazon). A escolha da nuvem dependerá do sistema geral e das necessidades de você ou da sua empresa. Isso pode ser feito via rede móvel, Bluetooth, Wi-Fi ou qualquer coisa que permite conectividade de rede. Todo o processo é resumido na etapa dois: upload de dados.

3. Processamento de dados

Depois de fazer o upload dos dados, você precisará que eles sejam processados. Esta fase pode ser simples ou complexa. No caso de indústrias, um software ou plataforma de manutenção preditiva é um ótimo exemplo de processador de dados de qualidade em ação. Estas plataformas através da IA são capazes de analisar milhares de dados por segundo e fornecer insights em tempo real para as equipes de manutenção agirem com antecedência.

4. Uma interface voltada para o usuário

Por fim, os dados são processados ​​acima e apresentados em um formato fácil de visualizar e digerir em uma interface voltada para o usuário. Em usos industriais maiores da IoT, algumas plataformas apresentam divisões de grande facilidade para gestores de manutenção. Telas de insights, espectros, status do equipamento e muitos outras partes que auxiliam no acompanhamento da disponibilidade e confiabilidade dos ativos. Também podem ser adicionados notificações e pop ups para alertas e anomalias detectadas. Hoje, a usabilidade desses softwares já chegou no smartphone, sendo possível acompanhar todas as funcionalidades pela palma da mão.

O poder da AIoT, quando a IA encontra a Internet das coisas

A Internet das Coisas (IoT) é uma tecnologia que nos ajuda a reimaginar a rotina dos profissionais de manutenção, mas a inteligência artificial (IA) é a verdadeira força motriz por trás de todo o potencial da IoT. De acordo com um relatório da McKinsey, as empresas que já implementaram a manutenção preditiva através da IoT e da IA em suas fábricas viram o tempo de inatividade das máquinas reduzido em 50% e os custos de manutenção reduzidos entre 10% e 40%.

A internet das coisas por meio dos sensores é capaz de fornecer quantidade de dados massivas e cada vez mais sensíveis para gestores de manutenção. O problema é que o ser humano não tem a capacidade biológica de processar todas essas informações e caso tente fazer isso por meio de planilhas, muitos dados podem se perder no caminho, o que prejudica a análise e acurácia dos resultados. Por isso a IA se tornou essa grande força motriz para a manutenção: com ela se torna possível analisar milhares de dados em fração de segundos e ainda gerar insights em tempo real para próximas tomadas de decisão.

Para exemplificar, imagine uma equipe de manutenção que consiga monitorar a maioria de seus ativos críticos, por meio dos sensores IoT e utilizar uma plataforma que apresente inteligência artificial para processar todos os dados coletados. Ou seja, estão com o poder da AIoT. Esse time estará com olhos em quase toda a instalação e o melhor, conseguirá ouvir o que cada máquina está “dizendo”. Assim, caso haja alguma variação já serão avisados automaticamente e pela plataforma conseguirão criar uma ordem de serviço para poderem agir e contornar a condição dessa máquina. Tudo muito rápido e eficaz!

Se você tem interesse de saber mais sobre como essas soluções podem ser aplicadas à sua indústria, entre em contato com um especialista da Tractian utilizando chat ao lado.