Atualmente, a análise do óleo é uma das técnicas de manutenção mais importante e que deve ser priorizada pelas indústrias, já que, ela permite realizar avaliações laboratoriais rápidas e precisas sobre o lubrificante utilizado nos equipamentos.
Por meio de relatórios gerados, a indústria consegue saber as condições ideais do fluido e dos ativos. Dessa forma, a equipe de manutenção pode se programar para identificar antecipadamente, possíveis falhas que comprometem o desempenho e a qualidade da produção, gerando prejuízos irreversíveis. Saiba como identificar as principais causas de perda de produção.
Uma boa manutenção não se faz apenas monitorando componentes mecânicos, é preciso técnicas capazes de beneficiar a indústria e as equipes de manutenção. Até porque, o sucesso de uma indústria está diretamente ligado a uma boa performance e uma manutenção correta. Quanto maior a eficiência e a vida útil, maior o desempenho e a produtividade, tanto do maquinário quanto da equipe.
Nesse artigo trouxemos tudo o que ninguém te contou sobre a análise de óleo na manutenção, a importância dessa técnica preditiva para o bom funcionamento dos ativos e quais os benefícios sua empresa terá ao adotar essa técnica preditiva.
Por que realizar a análise de óleo?
Fazer a análise do óleo no maquinário é sinônimo de preservação e conservação das suas condições ideais para o uso. Além de ser considerado uma das estratégias mais importantes, já que elementos podem surgir por conta do desgaste entre as peças do lubrificante.
Muitas indústrias pensam que realizar essa análise é desnecessária, por conta do alto custo, porém é extremamente essencial pois possibilita saber as condições físicas e químicas dos lubrificantes. Entenda melhor neste artigo sobre lubrificação industrial.
Quando uma empresa investe na análise de óleo ela só tem a ganhar, pois amplia a vida útil dos componentes, reduzindo os gastos com materiais de reposição, trocas de óleo desnecessárias e mão de obra em manutenções não programadas.
Ao realizar o estudo e a análise desse componente, é possível reduzir não só o risco de paradas, mas também permitir a ação certa com antecedência, controlar o desgaste, aumentar a vida útil das máquinas e gerar melhores resultados, eliminando os custos com manutenção. Quanto mais controle sobre os fluidos, melhor o desempenho.
O acompanhamento constante sobre a qualidade do óleo, é essencial para o controle de desempenho do maquinário. Listamos cinco motivos que explicam a importância dessa análise.
- Determina quais fluidos lubrificantes são corretos para utilização em cada máquina;
- Acompanha o desempenho da lubrificação ao longo do uso do maquinário;
- Identifica e monitora a contaminação por sólidos e água;
- Garante a temperatura correta do equipamento seguindo as especificações de cada ativo;
- Maior controle sobre o desempenho dos equipamentos.

Etapas da análise de óleo
Antes de realizar a análise de óleo, é preciso entender que essa técnica é dividida em quatro tipos:
Análise físico-química
Tem como objetivo avaliar as condições do lubrificante, indicando a capacidade de isolamento e o estado do óleo presente no equipamento. São analisados a aparência, água, densidade, índice de viscosidade, TAN (Número de Acidez Total), Fuligem, Odor, entre outros.
Análise de contaminações
Imagine se o lubrificante industrial – que tem o intuito de diminuir o atrito e o desgaste entre as engrenagens – estiver contaminado. Os efeitos causados podem ser drásticos e acelerar o desgaste das peças.
Como já sabemos a contaminação do óleo pode acontecer por causa das reações químicas do lubrificante, por um desgaste entre as peças, por substâncias externas. O principal intuito dessa análise é identificar partículas que podem contaminar o sistema, como por exemplo a água.
Análise espectrométrica
Na análise espectrométrica é possível determinar quais elementos químicos como: metais, contaminantes e aditivos estão na amostra do fluido. Por isso, ela também é essencial para prevenção de falhas.
Principais elementos determinados pela espectrometria:
- Metais de desgaste: Ferro, Cobre, Cromo, Chumbo, Níquel, Alumínio e Estanho.
- Aditivos: Molibdênio, Zinco, Cálcio e Magnésio.
- Contaminantes: Silício.
Devido a isso, o acompanhamento para comparar com os resultados obtidos anteriormente é essencial.
Ferrografia
Esse recurso consiste em analisar as partículas encontradas em amostras de óleos e graxas, com isso é possível determinar a severidade e o motivo do desgaste dos ativos.
Essa análise de óleo pode ser feita em três tipos de fluidos: diesel, hidráulico e lubrificante.
Feita a identificação de qual método é necessário, agora é definir quais ativos precisam ser inspecionados. Em seguida, é fundamental que uma coleta dos fluidos seja realizada e levada ao laboratório para o diagnóstico. Importante lembrar que quanto mais rápido for feita, mais rápida é a entrega do resultado.
Após os resultados você tem informações de quais peças estão desgastadas e quais estão contaminando o óleo, como também as que precisam de troca para evitar quebras, danos ou paradas desnecessárias.
Logo após receber os resultados da saúde do óleo, é necessário solução imediata, antes que se torne um grande problema, como por exemplo:
Se for constatado que há contaminação por partículas sólidas, o indicado é instalar um sistema que ajude na remoção das impurezas e verificar a necessidade de troca de algum componente.
Já para aquelas que apresentam água no óleo, é ideal priorizar um sistema que retenha esses líquidos, além de averiguar a possível troca de peças.
Quais os benefícios da análise de óleo?

Antecipar falhas
Você já ouviu a frase “melhor prevenir do que remediar?”, ela se encaixa perfeitamente nesse contexto. Ao realizar a análise do óleo você utiliza um método preditivo, pois o processo consegue detectar antecipadamente contaminações que prejudicam o desempenho do ativo e consequentemente, a cadeia produtiva.
Sendo assim, é possível prever riscos que podem causar situações indesejadas, na indústria.
Reduz gastos com manutenção
Lembre-se que quanto mais cedo detectado o problema, mais rápido pode ser encontrada uma solução. Quando há o desgaste dos componentes, é necessário uma troca. Além disso, é importante entender que o óleo contaminado causa oxidação de bicos, bombas e motores de injeção. Saiba como aumentar a vida útil do seu compressor.
A análise de óleo possibilita saber as condições físicas e químicas dos lubrificantes, sendo uma das principais ferramentas que permite apontar falhas prematuras nos equipamentos, principalmente falhas relacionadas a condição dos lubrificantes. Gerando uma redução de custos com manutenção.
Sem paradas desnecessárias e aumento da produtividade
Só quem esteve na linha de frente na indústria, sabe a dor de cabeça que se tem quando há uma parada inesperada. Para elas serem evitadas os métodos preventivos e preditivos, precisam ser aderidos pela companhia.
Por exemplo: em muitos casos as indústrias pensam em eliminar as inspeções periódicas dos ativos porque apresentam alto custo. Mas sabendo que elas perdem pelo menos 5% da sua capacidade produtiva devido às paradas não programadas, algumas chegam em até 20%. Você não vai esperar essa perda para iniciar a análise do óleo, né? Descubra como é possível reduzir o Downtime.
Quando há inspeções programadas a alta produtividade está presente, sendo possível prever antecipadamente, quais ativos estarão suscetíveis a falhas, quais estão desbalanceados, entre outros.
Dessa forma, a sua indústria estará prolongando a vida útil dos ativos e aumentando a produtividade. Entretanto, você já sabe que sem o cuidado adequado, as paradas serão recorrentes e acarretarão um baixo desempenho.
Vida dos ativos prolongada
Sabemos que cada ativo possui um limite de funcionamento, mas com problemas recorrentes isso pode quebrar todo o ciclo de vida. Entenda como funciona a curva da banheira.
Por isso, um dos principais pontos da análise de óleo é o aumento da vida útil dos equipamentos. Com a verificação constante do óleo, o processo oferece a possibilidade de ações assertivas, as quais reduzem os desgastes dos equipamentos e das peças, com isso aumentando sua vida útil e reduzindo trocas desnecessárias.
A implementação de sensores de temperatura e vibração na manutenção de óleo
A análise de óleo é uma técnica preditiva poderosa, mas tem uma característica que limita seu alcance: é pontual. A amostra é coletada, enviada ao laboratório e o resultado volta dias depois, retratando a condição do lubrificante no momento da coleta. Entre uma análise e outra, o que acontece com o ativo fica invisível.
É por isso que a análise de óleo rende mais quando combinada com o monitoramento contínuo de sensores de temperatura e vibração, que cobrem o intervalo que a análise laboratorial deixa em aberto.
Veja como as técnicas se complementam:
Temperatura confirma o que o óleo indica. A análise de óleo detecta degradação do lubrificante por oxidação térmica. O sensor de temperatura monitora continuamente o regime térmico do ativo e mostra se a degradação vem de um problema pontual ou de um aquecimento crônico que a análise pontual não capturaria entre coletas.
Vibração pega o que o óleo ainda não mostra. Falha de rolamento em estágio inicial gera assinatura de vibração antes de gerar partícula metálica em quantidade detectável na análise de óleo. Cruzar os dois sinais antecipa o diagnóstico: vibração subindo com aumento de partícula no óleo confirma desgaste em progressão.
Continuidade entre as coletas. A análise de óleo trimestral vê a condição em quatro pontos do ano. O sensor vê todos os dias. Quando a análise laboratorial aponta um desvio, o histórico contínuo do sensor mostra desde quando ele começou, o que ajuda a achar a causa em vez de só constatar o efeito.
Decisão de troca por condição real. Em vez de trocar o óleo por calendário, a combinação de análise laboratorial (que mede a química do lubrificante) com sensor contínuo (que mede o efeito no comportamento do ativo) permite trocar quando o conjunto de dados mostra que é necessário, estendendo o intervalo sem aumentar risco.
Mas vale lembrar: um sensor de vibração e temperatura não substitui a análise de óleo. Só o ensaio laboratorial identifica o tipo exato de contaminante, o nível de aditivos e a composição das partículas de desgaste.
O que o sensor faz é cobrir o intervalo entre as coletas e apontar quando vale antecipar a próxima análise, transformando duas técnicas pontuais e contínuas em uma leitura conjunta da saúde do ativo
Como otimizar a análise de óleo?
Como você percebeu, a análise de óleo tem papel fundamental na prevenção de falhas e merece total atenção. Para que seu time de manutenção tenha 100% de visibilidade é necessário acompanhar de perto os equipamentos críticos.
Existem 3 possibilidades para realizar a troca de óleo:
- Troca por dia de calendário: pode ser realizada a cada 60 dias, por exemplo. Fácil de ser feita, porém se a máquina esteve em atividade somente em parte das horas nesses 60 dias, está sendo feito muito cedo;
- Troca por número de horas: pode ser realizada utilizando um horímetro. Troca-se o óleo de acordo com quantas horas a máquina funcionou. Por exemplo, quando a marca de 1000h for atingida haverá a troca, independente se foi em um ou em seis meses;
- Troca por condição: a análise de óleo indicará se está no momento da troca.
Para este último caso é preciso entender se o retorno sobre o investimento para a análise de óleo é interessante. Esse retorno muitas vezes é positivo para máquinas com grandes quantidades de óleo ou para aquelas que utilizam insumos muito caros.

Como a Tractian complementa a análise de óleo no monitoramento de ativos rotativos
Análise de óleo continua sendo a análise primária em engrenamento e em ativos com lubrificação intensiva. Nenhum sensor online substitui o ensaio laboratorial que identifica composição química, tipo exato de contaminante, nível de aditivos e distribuição granulométrica das partículas de desgaste.
O que uma solução de monitoramento de condição faz é cobrir o intervalo entre coletas e cruzar o dado do laboratório com a condição operacional real do ativo.
O sensor da Tractian captura vibração triaxial, ultrassom contínuo, temperatura e RPM no mesmo ponto de instalação. Cada um desses sinais dialoga com uma dimensão diferente da análise laboratorial. A temperatura acompanha o regime térmico entre coletas e evidencia se um aumento de TAN detectado na próxima amostra veio de aquecimento crônico ou de evento pontual.
Além disso, o sensor conta com ultrassom, que captura fricção precoce em rolamento por sub ou sobre-lubrificação semanas antes de a partícula metálica aparecer em quantidade detectável no laboratório. A vibração confirma progressão de desgaste mecânico quando a ferrografia começa a mostrar aumento de partícula ferrosa.
A camada de IA da plataforma é treinada no AI Center da Tractian, onde falhas são induzidas em bancadas antes do modelo ir para a planta do cliente. O alerta chega com modo de falha identificado e ação recomendada, ancorado na linha de base individual do ativo.
Portanto, se a sua planta já roda análise de óleo em ativos críticos e você quer entender o que acontece entre uma coleta e a próxima, use a nossa plataforma multimodal e eleve a produção do seu time de manutenção.

