A Salinor, a maior produtora de sal marinho do Brasil, enfrentava um desafio crítico no bombeamento principal de salmoura: manter níveis, concentração e fluxo estáveis em um sistema sem redundância, composto por 30 bombas e motores distribuídos entre três unidades. A operação exigia precisão absoluta, mas a falta de visibilidade em tempo real elevava o risco de paradas, perda de qualidade e aumento de custos energéticos.
Com a instalação dos sensores de monitoramento online da Tractian, a empresa passou a acompanhar a vibração, a temperatura e o desempenho em tempo real, tornando o bombeamento mais previsível. Em apenas um ano, a disponibilidade subiu 18 pontos percentuais, atingindo 98%, enquanto o consumo no horário de ponta caiu 15%, consolidando uma operação mais contínua e eficiente.

Desafio
O sistema operava com manutenção complexa: bombas de grande porte, acesso difícil, ausência de backup e variações constantes na demanda e concentração da salmoura. Ou seja, qualquer falha poderia gerar um impacto direto em toda a cadeia de produção. Além disso, as janelas de manutenção eram curtas, o MTTR era elevado, e a visibilidade da condição dos ativos estava limitada. Também havia a necessidade de coordenar estoques, equipes e operação entre unidades diferentes, mantendo qualidade e continuidade sem interrupções.
Solução
O projeto foi estruturado em três etapas: pesquisa técnica para selecionar sensores adequados ao ambiente altamente corrosivo; instalação e comissionamento dos dispositivos; e operação contínua com análise preditiva. Os sensores passaram a fornecer baseline por ativo, limites dinâmicos e alertas em tempo real, integrados ao fluxo de manutenção via dashboards e ritos semanais de revisão.
A equipe adotou RCM para priorizar ativos por criticidade, TPM para envolver a operação nas rotinas e técnicas preditivas para antecipar possíveis falhas.
Resultados e impacto no negócio
O monitoramento transformou o desempenho do bombeamento ao antecipar falhas e organizar intervenções de forma planejada, evitando aproximadamente 900 horas de parada entre julho/2024 e junho/2025. Além disso, a disponibilidade média das bombas chegou a 98%, e o consumo de energia no horário de ponta caiu 15% graças à operação mais uniforme.
O MTTR também foi reduzido, a previsibilidade como um todo aumentou e a Salinor passou a planejar compras, kits de sobressalentes e escopos de intervenção com maior precisão, sempre baseando-se em dados. Agora, a operação está mais segura, eficiente e alinhada às demandas do mercado nacional e internacional.






















